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HIGHLIGHTS

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CRONOLOGIA DOS FATOS

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Desde a manhã de sábado, 22/11, até está segunda-feira, 24/11, o debate digital sobre a decretação de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi marcado por distintos momentos, a saber:

Sábado, 22/11

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Entre as 6h e 10h: num primeiro momento, em virtude de tratar-se da manhã de um sábado de feriado, o debate se notabilizou, sobretudo, por um viés informativo, primeiramente sobre a divulgação da prisão, seguida da divulgação dos detalhes da decisão do ministro Moraes. Repercutiram as primeiras análises de jornalistas e operadores do direito chamados a comentar o episódio nos veículos de imprensa, destacando a coerência (pelo risco de fuga a partir da convocatória da Vigília e possível violação da tornozeleira) e moderação (como a proibição de uso de algemas e a disposição de apoio médico permanente ao réu) da decisão judicial.

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Entre 10h e 12h: durante este período, as redes foram palco de manifestações entre opositores e apoiadores do ex-presidente. Os primeiros celebrando a detenção, os segundos revelando indignação com a detenção, destacando que uma “vigília de orações” não seria um problema e que se trataria de mais um capítulo da perseguição do Supremo e do ministro Moraes contra Bolsonaro. Algumas narrativas destacaram o fato de Moraes ter escolhido o dia “22” como uma provocação e perversão deliberada. Neste caso, nota-se uma tentativa de colocar Bolsonaro como mártir e líder espiritual. Entre os apoiadores e influenciadores da direita também apareceram mensagens que: a) convocavam mobilizações em Brasília, na frente da Polícia Federal; b) interpelavam os líderes políticos da direita e do centrão para que fizessem algo “firme/concreto” e; c) demandavam a esses políticos que fossem explícitos nas críticas ao Ministro Moraes e fizessem algo mais que colocar uma mensagem nas redes sociais.

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Entre 11h e 15h: as pressões dos apoiadores de Bolsonaro começam a encontrar eco, destacando-se as manifestações de diversos políticos da direita - como Tarcísio, Lira, Kassab - criticando os excessos da decisão, assim como matérias jornalísticas apresentando criticas à decisão, citando como fonte, inclusive, declarações em off de Ministro do Supremo. A narrativa se centrava na ideia que uma “vigília de orações” não poderia configurar risco de fuga. Nesse período também se observou o chamamento por parte de Flavio Bolsonaro, Mario Frias e outras lideranças bolsonaristas por “moderação”, pedindo que não houvesse ações extremas nem aglomerações nas cercanias da PF. A partir desse momento, seria assumida linha narrativa - que seguiria até a manhã segunda-feita, 24/11 - de vitimização do expresidente e destacando que uma vigília de orações não poderia ser considerado ato violento, nem artifício para um plano de fuga, além de comparações com as vigílias da época da detenção do presidente Lula em Curitiba.

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Apartir das 15h: com a liberação, por parte da PF e do ministro Moraes, do vídeo de Bolsonaro assumindo ter violado sua tornozeleira eletrônica com ferro de solda, se observa outro giro narrativo. A partir deste momento, as figuras públicas do centrão não se manifestaram mais nas redes, os veículos de imprensa expuseram à exaustão o vídeo, visto como prova irrefutável de “batom na cueca”, fazendo que analistas e especialistas alterassem suas avaliações contra a decisão de Moraes. Também diminuiu o ímpeto dos apoiadores do ex-presidente, com narrativas que começaram a destacar sua fragilidade física, insistindo no aspecto religioso de criminalização da vigília ou comparando o caso com os problemas na tornozeleira de Collor de Mello que não foram motivo de remoção da prisão domiciliar . Os opositores de Bolsonaro se manifestaram de forma efusiva a partir da divulgação do vídeo, gerando narrativas que ironizavam sua conduta, com uma profusão de memes e com manifestações destacando sua falta de inteligência. A performance de um pastor evangélico criticando Bolsonaro durante a vigília noturna liderada por Flavio Bolsonaro e gerando confusão e sendo atacado fisicamente pelos apoiadores do expresidente, também ganhou destaque nas redes, sendo destacado como o momento de maior repercussão da vigília. As manifestações desde o governo americano também dividiram opiniões: à esquerda e os veículos de imprensa destacaram a manifestação de Donald Trump, “que pena”, como expressão da amortização pela Casa Branca da situação de Bolsonaro. Já as manifestações de Christopher Landau, vice secretário de Estado dos EUA, e sua replicação no perfil da Embaixada dos EUA no Brasil, criticando a decisão e atacando Moraes, geraram euforia à direita. ****

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Domingo, 23/11, à segunda, 24/11:

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Imprensa: a repercussão do vídeo da tornozeleira, junto à audiência de custódia e às respectivas declarações de Bolsonaro, dominaram a jornada de domingo e manhã desta segunda, com uma tônica geral de um “fim melancólico” de sua trajetória política. A imprensa destacou os erros de Flavio e Jair, com a vigília e a violação da tornozeleira, respectivamente, e os riscos que suas ações equivocadas trariam para a situação do expresidente, tanto em suas demandas por prisão domiciliar na justiça, como por anistia no legislativo. Também destacou a perda de força do ex-presidente na composição da chapa presidencial em 2026.

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Direita: parte dos apoiadores menos engajados se eximiu do debate após a divulgação do vídeo da tornozeleira. Já os apoiadores mais fieis mantiveram as narrativas de “perseguição judicial”, de “perseguição religiosa” contra uma vigília por orações” na qual a violação da tornozeleira seria uma desculpa do Moraes para justificar sua arbitrariedade. A essas linhas discursivas se somou a ideia de que Bolsonaro estaria com problemas de saúde e eventual confusão mental decorrente do uso de medicamentos, o que reforçaria sua boa fé e ausência de qualquer intenção em fugir.

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Esquerda: entre os opositores persistiram as manifestações de apoio à prisão, de celebração da detenção e de ironia e ridicularização das ações de Bolsonaro tentando extraviar a tornozeleira, bem como aos apoiadores de Bolsonaro que tentavam justificar as ações do ex-presidente. Se somaram a essas linhas narrativas as demandas para que fosse negado qualquer pedido futuro de prisão domiciliar. Tanto à direita como à esquerda também foram destacadas narrativas criticando ou ironizando , respectivamente, a ex-primeira dama, Michelli Bolsonaro, por aparentemente estar transparecendo felicidade durante suas manifestações públicas após a detenção de seu esposo.

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