Informações e narrativas sobre Clima e Meio Ambiente
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O período analisado indica uma retração significativa no debate digital sobre meio ambiente, com queda de 64.7% no volume de publicações em relação ao período anterior. Essa redução também se refletiu no engajamento, que apresentou diminuição de 53% no número de interações, além de uma queda de 59% o total de publicadores únicos. Em contrapartida, o eixo Desmatamento registrou crescimento de 20.7%, impulsionado principalmente pelas discussões sobre as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, tendo o desmatamento ilegal como uma das justificativas apontadas pelo governo norte-americano para a adoção das medidas.
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O Report Semanal INFORMA analisa a repercussão de temas climáticos e ambientais no debate público digital. Semanalmente, examina cerca de 20 mil postagens, usando palavras-chave para identificar tendências, opiniões, preocupações e também narrativas de desinformação e negacionismo climático, cujo enfrentamento com informação qualificada é crucial para as políticas públicas.
O conteúdo oferece subsídios relevantes para a compreensão desse debate e para o planejamento de ações de comunicação e políticas públicas.
Boa leitura.
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Resultados ao longo do tempo (últimos sete dias)




O período analisado aponta que o debate digital sobre meio ambiente registrou queda no volume de 64.7% em relação ao período anterior. A redução refletiu no número de interações registradas, 354.6 mil, 53% menor que o observado anteriormente. O número de publicadores únicos também caiu, com 12.1 mil (-59%) usuários identificados.
Em contrapartida, o eixo Desmatamento registrou alta de 20.7% (7 mil), impulsionado pelo debate acerca das novas tarifas impostas pelos EUA ao Brasil, tendo o desmatamento ilegal como uma das justificativas citadas pelo governo norte-americano para a taxação. O debate em torno da pauta mobilizou apoiadores do governo Lula, que defenderam que dados de desmatamento utilizados pelos EUA estavam defasados e que o desmatamento caiu nos últimos 4 anos, enquanto críticos do governo responsabilizam Lula por 91% da madeira exportada supostamente ser fruto de desmatamento ilegal. Neste eixo, também repercutiu a aprovação, no Senado Federal, de PL que reduz em 40% a área da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará.
Por sua vez, o eixo Atores Institucionais, em queda (6.1 mil, -83%), concentrou críticas à atuação do ICMBio em operações de apreensão de gado pela sexta semana seguida, com publicações nas redes sociais acusando o instituto de perseguir e roubar gado de pequenos produtores rurais. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, assim como o ICMBio, também estão sendo citados pelo posicionamento contrário à redução da área da Floresta nacional do Jamanxim, além do diálogo com o debate sobre o novo “tarifaço” norte-americano.
Questão Energética totalizou 5.7 mil publicações, um aumento de de 92,2%. O eixo foi movimentado pela repercussão da visita do presidente Lula ao Instituto Mauá, onde estão sendo testadas novas combinações de mistura de diesel e biodiesel. Também movimentaram o eixo os debates sobre a exploração de terras raras sobre a exploração e petróleo na Foz do Amazonas.
O eixo COP e Mudanças Climáticas registrou queda (3.3 mil, -74,7%), mobilizando alertas sobre os impactos do Super El Niño, o aumento de temperatura dos oceanos e as diversas consequências do aquecimento global.
Por fim, o eixo Povos Indígenas (1.9 mil, -12.7%) teve como destaque a crise sanitária envolvendo o povo Yanomami, ressaltada em publicações da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Disputas territoriais também marcaram o eixo. O ex-ministro Aldo Rebelo criticou a FUNAI por supostamente abusar das demarcações de território, enquanto perfis como a Florestal Brasil destacam o combate ao crime ambiental em território indígena.
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Fonte: TalkWalker
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